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Empresária alagoana morre após ser atendida por bolsista do programa Mais Médicos em Sergipe

Polícia apura atuação de homem sem registro no CRM; ele teria atendido paciente usando carimbo do irmão médico

Por Tribuna Hoje com agências 18/06/2026 14h55 - Atualizado em 18/06/2026 15h19
Empresária alagoana morre após ser atendida por bolsista do programa Mais Médicos em Sergipe
Quitéria Barbosa da Costa, natural de Palmeira dos Índios - Foto: Acervo pessoal

A morte da empresária Quitéria Barbosa da Costa, natural de Palmeira dos Índios, no Agreste de Alagoas, está sendo investigada pela Polícia Civil de Sergipe. A idosa, de 70 anos, faleceu após receber atendimento de urgência na Clínica Municipal 24 Horas de Umbaúba, na quarta-feira (17).

De acordo com as investigações, a paciente foi atendida por um homem identificado como Lucas Tadeu Soares Nunes, que não possui registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) para exercer a profissão no Brasil. A suspeita é de que ele tenha realizado o atendimento utilizando o carimbo e a identificação profissional do irmão, médico regularmente inscrito e contratado pelo município.

Ainda segundo a apuração, Lucas é formado em Medicina no exterior e atua desde 2017 como bolsista do programa Mais Médicos em unidades de saúde de Cristinápolis, cidade vizinha a Umbaúba. No entanto, ele não possui autorização do CRM para exercer a medicina de forma independente no país.

A Polícia Civil de Sergipe instaurou inquérito para esclarecer as circunstâncias da morte da empresária e verificar possíveis responsabilidades criminais relacionadas ao atendimento prestado.

De acordo com a  Polícia Civil, até o momento não existem elementos que comprovem relação entre o atendimento médico prestado e a morte da paciente. As circunstâncias do falecimento serão esclarecidas após o resultado dos exames periciais e das investigações.

O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para realizar o exame necroscópico, que vai apontar a causa da morte.

Além disso, a Delegacia de Umbaúba apura duas frentes distintas relacionadas ao caso. Prática de exercício ilegal da medicina, a ser analisada por meio do Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) lavrado, enquanto as circunstâncias da morte da paciente serão investigadas em inquérito policial conduzido pela Delegacia de Umbaúba.